Evangelização entre universitários: um desafio para a Igreja


Cada vez mais estudantes ouvem o Evangelho e seguem ao Senhor Jesus

As universidades são o lugar ao qual normlmente a juventude recorre a fim de conseguir se profissionalizar e, assim, concorrer a uma oportunidade no mercado de trabalho. Além de todo alvoroço envolvendo novas amizades, o horário marcado para as aulas e as temidas provas semestrais que decidem quem segue para o próximo período, o ambiente das faculdades também oferece ao estudante todo tipo de informação, ministrada por todo tipo de professores. E se alguém imagina encontrar uma brecha na espessa “muralha” secular humanista dos professores para ouvir, pelo menos, alguma citação honrosa à Palavra de Deus, acaba se decepcionando. É notória a implacável resistência de professores ateus, que procuram ridicularizar a Bíblia e os alunos que acreditam na criação do mundo por Deus. Porém, apesar disso, ainda é possível encontrar nas salas de aula, durante o intervalo e nos pátios das faculdades, gente disposta a “furar a defesa” desse ambiente hostil e anunciar as Boas Novas de Jesus Cristo.  
 
Na cidade de Joinville (SC), a equipe Chi Alpha, formada por membros da Assembleia de Deus liderada pelo pastor Sérgio Melfior, se esforçam no sentido de compartilhar a Palavra de Deus aos colegas. Esse projeto surgiu na Assembleia de Deus dos Estados Unidos, logo após a Segunda Guerra Mundial, quando os líderes cristãos perceberam que os jovens estavam dedicando tempo integral aos cursos, não desfrutando de uma orientação espiritual, e acabavam naufragando na fé em um ambiente hostil à Palavra de Deus. Assim, a igreja norte-americana iniciou esse ministério para garantir um espaço seguro para os jovens cristãos que frequentavam as universidades.
 
Esse ministério está espalhado pelo Brasil e pelo mundo, mantendo sempre a unidade do Corpo de Cristo. No Brasil, ele começou pela iniciativa do pastor brasileiro Ricardo Zevenbergen, (mais conhecido como pastor Richard), missionário da AD holandesa e vice-presidente da agência de evangelismo aos universitários Pés Formosos/Chi Alpha, além de exercer o cargo de diretor do Centro de Treinamento Missão Siloé da Assembleia de Deus na cidade de Joinville, onde desenvolve este trabalho. Atualmente ele reside nessa cidade e prepara missionários brasileiros para a missão transcultural. “Em sua trajetória na Holanda, ele estabeleceu o Ministério Estudantil Chi Alpha da Assembleia de Deus holandesa. Em face da necessidade brasileira, o pastor Richard foi convidado para assumir e implantar este importante ministério atuando em Joinville sob a bênção do pastor Sérgio Melfior”, revela Josué Basen, 25 anos, um dos líderes do ministério.
 
O trabalho é realizado nas universidades estadual e federal de Santa Catarina (UDESC e UFSC) através de cultos semanais, com uma hora de adoração, clamor e pregação da Palavra de Deus. A equipe também conta com grupos de discipulado masculino e feminino atuando em cada universidade. Além disso, realizam ainda cursos, seminários e congressos de capacitação dos estudantes para formação de líderes de grupo de discipulado. O Chi Alpha também organiza confraternizações como passeios, retiros e refeições em grupo, bem como momentos de oração e vigílias estudantis nas faculdades e no templo-central da AD em Joinville. Uma vez que, segundo o autor cristão Christian Schwarz, várias pesquisas confirmam que o momento de maior vulnerabilidade de uma pessoa a perder ou aceitar a fé é a transição entre o segundo grau e a faculdade, é importante saber que o estudante evangélico pode contar com essa poderosa arma de defesa nas salas de aula.
 
Segundo a liderança local, o objetivo do Chi Alpha é fazer com que o estudante cristão tenha um desenvolvimento sadio e se torne um cristão útil em sua igreja de origem e atenda aos reclames da Grande Comissão, instaurada por Jesus.
 
“Também desenvolvemos eventos evangelísticos no campus através de concertos musicais e do Veritas Forum, um simpósio aberto à participação da comunidade estudantil sobre temas instigantes e relevantes para o contexto universitário”, explica o pastor Ricardo.
 
O departamento desenvolve suas atividades há dois anos e meio, e está sob a liderança do pastor Sérgio Melfior. O coordenador é o pastor Ricardo, que trabalha em sintonia com o Departamento de Discipulado coordenado pelo pastor Joary Jossué Carlesso.
 
“Os integrantes desse departamento de evangelismo se reúnem periodicamente nas universidades com alunos evangélicos e demais estudantes para realizar palestras com intenção de evangelizar. Também temos a intenção de levarmos o projeto para as ruas com coreografias”, disse o pastor Melfior.
 
O confronto com ideologias e com professores ateístas

Quem já não se confrontou com algum colega formador de opinião ou mesmo com um professor ateu que defende a Teoria da Evolução? É inevitável a discussão sobre temas tão profundos e que abordam, inclusive, temas bíblicos como a origem do ser humano, o Universo e o destino da humanidade.
Para Jossy Soares, coordenador nacional da Agência Pés Formosos (APF), representante oficial da Chi Alpha no Brasil, e que marca presença na Paraíba, Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, “esse confronto é inevitável nas universidades por causa da formação e produção de conhecimento; e a divergência de opiniões não só é permitida mas incentivada. Nestes lugares, surgem intelectuais e pseudointelectuais que entendem, à primeira vista, que o conceito de um Deus pessoal e Criador é algo ultrapassado”.

O coordenador acrescenta que os mestres agem dessa forma por questão de ignorância, por não se darem ao trabalho de analisar opiniões divergentes. Os professores são parciais em seus posicionamentos quanto à legitimidade da Bíblia Sagrada e, como estão investidos no cargo de professores, utilizam sua autoridade para impor seus conceitos perante seus alunos.

“O estudante cristão não deve se intimidar. Ele deve saber que temos imensas produções científicas cristãs que falam do Criacionismo e da improbabilidade da inexistência de Deus. O que o universitário cristão tem que fazer é se preparar na Palavra e em literatura de apologética cristã. Antes de tudo, deve comprometer-se com uma conduta absolutamente cristã. O testemunho sempre fala mais alto”, alerta Jossy.
 

A reportagem completa você confere na edição NOV-DEZ da revista Geração JC (nº 91)
fonte   cpad news

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