Dia será de homenagens ao primeiro batismo no Pará

Um momento divisor de águas para a Assembleia de Deus é comemorado hoje. Há 100 anos,
 os fundadores da igreja Daniel Berg e Gunnar Vingren batizavam a primeira pessoa de acordo com os ensinamentos da nova doutrina pentecostal que surgia em Belém.
Celina Martins Albuquerque recebeu o batismo à 1h da madrugada do dia 8 de junho de 1911, uma quinta-feira. O fato histórico será lembrado hoje em todas as congregações da Assembleia de Deus.
Todos os templos de Belém participarão desse momento. O batismo de Celina Albuquerque é considerado importante por praticamente definir os caminhos adotados por Berg e Vingren dali em diante.
Os dois haviam chegado a Belém sete meses antes. Integrantes da igreja Batista, aos poucos, foram se tornando conhecidos, depois de pregarem a palavra de Deus, inicialmente no Marajó e depois de volta à capital paraense.
A intensa procura por partes de fiéis e o movimento de oração, cura e batismo protagonizado pelos dois, dividiu opiniões na igreja Batista.
Enquanto parte apoiava, havia um movimento contrário que acusava Berg e Vingren de ‘seguidores do espiritismo’. Acusados de separatismo, os dois pastores foram excluídos da igreja. Com eles seguiram mais 13 fiéis, que dias depois criaram a nova igreja.
E foi na casa de Celina Albuquerque o ponto inicial da Assembleia de Deus. Situada na rua Siqueira Mendes, a casa abrigou, durante três meses, os primeiros cultos.
O primeiro templo só viria a ser construído efetivamente no dia 8 de novembro de 1914, na então travessa Nove de Janeiro. A igreja se chamava então ‘Missão da Fé Apostólica’.
Celina Albuquerque tem apenas um registro fotográfico conhecido. Foi feito por Francisco de Assis Barreto quando a pioneira já era idosa, morando num retiro na rua Tavares Bastos.
A ideia de fotografá-la partiu de um pastor, consciente de que a irmã já vivia os últimos anos. “Eu não tinha noção da importância que essa foto teria no futuro”, diz o fotógrafo aposentado. A fotografia já correu mundo.
Celina era então professora da Escola Dominical. Segundo os relatos históricos da igreja, estava acamada, sofrendo de um possível câncer nos lábios. Teria sido curada depois de intensas noites de oração, passando a querer ser batizada de acordo com os preceitos da igreja que surgia. O batismo ocorreu na madrugada de quinta-feira, 8 de junho de 1911.

Notícias Cristãs com informações do Diário do Pará

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