Memórias de uma gravação – Parte 1 e Parte 2 De Ana Paula Valadão

Depois de dois meses no Brasil volto a deixar minha terra amada, meus parentes, amigos, mas trago comigo muitas experiências maravilhosas que tive com Deus nesse tempo de refrigério. Uma delas, talvez a mais marcante, foi a experiência da gravação em Barretos. Há tanto para compartilhar, mas precisarei resumir, senão meus escritos se tornariam um livro… ainda assim sei que será um longo texto, que dividirei em algumas partes.
Parte I
Desde o começo esta gravação foi um presente de Deus para nós. Eu me lembro da reunião que o Júnior, Sérgio e Ezenete fizeram para me contar sobre o convite que havia chegado de Barretos. Eles queriam ver a minha reação, pois sabiam do meu desejo de fazer festa para Jesus nos lugares onde há festa no Brasil. Até aquele momento eu não tinha recebido uma direção clara de onde deveríamos ir, e estava orando e esperando por uma porta que o Senhor nos abrisse. Quando compartilharam comigo eu fiquei emocionada e meu coração se encheu de gratidão. Barretos é sede de uma das maiores festas do Peão de Boiadeiro do mundo, e seria maravilhoso entronizar Jesus ali! Era um convite vindo do Conselho de Pastores, com o apoio da Prefeitura, e o Júnior, que foi pessoalmente conversar sobre esta possibilidade, disse que não tinha visto em nenhum outro lugar tamanha abertura para nós, tanta comunhão entre as Igrejas, e isso nos impactou.
A Pra Ezenete sentiu que deveríamos buscar uma estratégia específica de oração por Barretos. Ela percebia uma grande oposição espiritual, e apesar de já fazermos isso há tantos anos, cada lugar é diferente, e precisamos depender de Deus e não agir no nosso próprio entendimento. Ela e um pequeno grupo de mulheres de oração fizeram 21 dias de jejum de Daniel, com verduras, legumes e frutas. Assim, já quase no final, uma direção veio ao seu coração. Deveríamos fazer 70 dias de jejum parcial e declaração da Palavra. Muitas pessoas e Igrejas de várias partes do Brasil, e de outras nações, se uniram a nós nesse propósito. Doze fortalezas espirituais foram apontadas, e por isso, 12 dias antes da gravação as Igrejas locais deveriam orar e adorar juntas, na Arena. Depois da gravação deveríamos continuar declarando a Palavra, por mais uma semana, agradecendo por tudo o que o Senhor fez.
Um grupo de intercessores ficou hospedado dentro do Parque, em um rancho, e ali, oravam e adoravam dia e noite na semana da gravação. Um dos testemunhos dessa estratégia de oração foi que em Barretos, há algum tempo, houve divisão em uma Igreja. As duas se encontraram na mesma noite na Arena, e ali, houve quebrantamento e pedido de perdão! Antes mesmo de a gravação começar Deus já faz maravilhas!

Memórias de uma gravação – Parte II


julho 30, 2010 Não tínhamos os recursos necessários para fazer esta gravação. Deus foi abrindo as “porteiras”, movendo pessoas, e tivemos apoio e patrocínio, e recursos vindos de lugares que não podíamos imaginar. Vários irmãos em Cristo, mas especialmente algumas pessoas não evangélicas nos abençoaram. Isso é tremendo demais para mim! Uma das parcerias que, acredito, abriu muitas portas para nós, foi com o Hospital de Câncer. Esta instituição, conhecida como o Hospital do Amor, oferece tratamento de alta qualidade e gratuito a pessoas de todo o país. Um povo pobre, simples, recebe dignidade ao ser cuidado ali. O Hospital precisa de doadores, pois o que vem do SUS não cobre todas as despesas. Por exemplo, se alguém perde uma orelha, olho, nariz, seio, o SUS não faz a colocação de uma prótese. Se alguém perde o céu da boca, não consegue mais se alimentar direito. Em Barretos, ele recebe uma prótese e pode comer normalmente. Em Barretos, todos saem reconstituídos. São aproximadamente 4 milhões de reais de déficit todos os meses. Decidimos que poderíamos ajudar na divulgação do Hospital, assim como tantos artistas também têm feito, e recolher ofertas, donativos financeiros, doação de sangue e cadastro para doação de medula óssea.
Estive duas vezes no Hospital, e especialmente orei e cantei para os pacientes infantis. Não vou me esquecer jamais daqueles rostinhos. Fiz questão de não tirar nenhuma foto com eles para preservar aquele momento, mas para minha surpresa e alegria, na hora da gravação algumas crianças vieram me homenagear. Foi muito especial para mim.
Todos querem ajudar o Hospital. Creio que isso moveu o coração do Clube dos Independentes, proprietários do Parque do Peão, que já são parceiros do Hospital. Eles se uniram a nós nessa causa e nos permitiram fazer a nossa festa na sua grande Arena de rodeio. Pela primeira vez, uma festa totalmente evangélica. Era algo novo, e como me disse um repórter secular da cidade, estávamos sacudindo as estruturas de Barretos. Realmente era uma entrada, uma conquista, mas sei que não é mérito do Diante do Trono. Todo o tempo me via como a ponta de uma lança muito grande, que é formada das orações, e clamores, e profecias, de um povo que vem chorando por esta terra há gerações. Apesar de dificuldades, de momentos em que parecia que tudo ia dar errado, o Senhor foi vitorioso e levantou gente para defender a nossa causa. A parceria foi fechada com o Parque do Peão.

Deus te abençoe!

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