Proposta de leitura da Bíblia nas escolas gera debate em El Salvador

Leitura das Sagradas Escrituras nas escolas incentivaria um comportamento que seria um freio ao número de homicídios no país
A Assembléia Legislativa de El Salvador recebeu, na quinta-feira, 10, uma proposta de tornar obrigatória a leitura da Bíblia nas escolas, o que motivou debate no país. A proposta foi impulsionada pelo coronel da Força Armada, Antonio Almendáriz, deputado evangélico do Partido de Reconciliação Nacional (PRN), de direita.
A leitura das Sagradas Escrituras nas escolas incentivaria um comportamento que seria um freio ao número de homicídios no país, considerado o mais violento do continente, e um controle das ações das ligas juvenis ou gangues.
A discussão da proposta deverá ser discutida essa semana no Legislativo. O ministro da Educação, Salvador Sánchez Cerén, já manifestou rejeição à proposta. Deputados do PCN e um da Arena pediram que a leitura da Bíblia nas escolas entre em vigor a partir de 11 de fevereiro de 2011, início de novo período letivo.
Dois advogados constitucionalistas asseguraram que a medida seria uma violação à Constituição da República. Mas não descartaram a aprovação da proposta, desde que acordada pelas partes envolvidas e mediante referendum popular.
Segundo nota no diário El Mundo, o ex-magistrado da Sala Constitucional, Mario Solano, explicou que a lei ou decreto entraria em choque com a liberdade de consciência e de religião, embora a Bíblia não manifeste inclinação a nenhuma crença em particular.
Também alegou que a proposta viola a liberdade de cátedra e contraria a educação democrática sem influências religiosas ou classistas. Ele não tem convicção de que a leitura do texto sagrado levaria crianças a uma conduta mais ética.
Fonte: ALC

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